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12/06/2009 18:31 Música- Saudades...... enviada por am_poesias 02/06/2009 19:57 Aproveitar o tempo! Ah, deixem-me não aproveitar nada! Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser!... Deixem-me ser uma folha de árvore, titilada por brisa, A poeira de uma estrada involuntária e sozinha, O vinco deixado na estrada pelas rodas enquanto não vêm outras, O pião do garoto, que vai a parar, E oscila, no mesmo movimento que o da alma, E cai, como caem os deuses, no chão do Destino. Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa enviada por am_poesias 10/04/2009 23:52 O branco do monitor à minha frente me perturba. Cresce na imensidão do vazio. Não sei o que escrever, as mãos estão presas a um teclado sem letras. Procuro arrumar o alfabeto, mas não consigo formar as palavras certas. Escapa-me a inspiração, há um enorme vácuo por preencher. O tempo se gasta. Desisto de pensar. O monitor conserva o vazio estonteante. Branquíssimo Sem letras. Sem frases. Sem parágrafo. Não há vestígios de signos ortográficos. Um texto sem dizeres: deserto de imaginação. Narrei-me à sombra e não achei sentido. Deixo um tchau, um beijo e o desejo de um bom feriado. enviada por am_poesias 11/01/2009 01:16
A minha alma é simples e não pensa. Sonha e acorda. Dorme o sono do sonho. Reajo à realidade de um dia cansativo e desloco-me para o campo. Em cada árvore, encontro-me e o passado agiganta-se porque o olhar retrospectivo corresponde à matéria com a qual me garanto em finas abstrações. O sonho rebenta, vivo e revivido a capacidade de renovar-me em múltiplas introspecções. Às vezes os sonhos se embaralham, irmanam-se, tocam-se, fundem-se. A ficção prevalece. Hoje sou partículas avulsas do desejo de outrora. Repudio os rígidos pensamentos. Desconfio dos dogmas, das ortodoxias, das conclusões definitivas. Hoje não tenho raciocínios. Acho tão natural que não se pense. Nada mudou, sou outra e sou a mesma. Real e irreal Que idade tenho? 9 anos? 18 ? 24 anos? 100? Estarei acordada? Ou dormindo? Fará diferença? Sei que permanece a essência da interioridade. Levito entre o sonho e a vigília. Melhor assim enviada por am_poesias 13/12/2008 01:25 xxxxx enviada por am_poesias 08/12/2008 11:41 Saudades Saudades! Sim... talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte Que bem pensara vê-lo até à morte Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte Deve-nos ser sagrado como pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar Mais a saudade andasse presa a mim! Florbela Espanca enviada por am_poesias 12/11/2008 19:46 sentimentos sumiram palavras também......... enviada por am_poesias 12/11/2008 19:45 sentimentos sumiram palavras também......... enviada por am_poesias 12/11/2008 19:44 xxxxxxxxx enviada por am_poesias 12/11/2008 19:44 xxxxxxxxx enviada por am_poesias 12/09/2008 21:31 Ao Desconcerto do Mundo de Luís Vaz de Camões Os bons vi sempre passar No mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos. Cuidando alcançar assim O bem tão mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado. Assim que, só para mim, Anda o mundo concertado enviada por am_poesias 12/09/2008 21:31 ********* enviada por am_poesias 24/07/2008 19:42 xxx enviada por am_poesias 24/07/2008 19:14 Poema sobre a recusa Maria Teresa Horta Como é possível perder-te sem nunca te ter achado nem na polpa dos meus dedos se ter formado o afago sem termos sido a cidade nem termos rasgado pedras sem descobrirmos a cor nem o interior da erva. . Como é possível perder-te sem nunca te ter achado minha raiva de ternura meu ódio de conhecer-te minha alegria profunda. . . "Poema sobre a recusa" Maria Teresa Horta Os silêncios da fala São tantos os silêncios da fala De sede De saliva De suor Silêncios de silex no corpo do silêncio Silêncios de vento de mar e de torpor De amor Depois, há as jarras com rosas de silêncio As ancas O sabor O silêncio que posto em cima do silêncio usurpa do silêncio o seu magro labor. in Vozes e Olhares no Feminino, Edições Afrontamento, enviada por am_poesias 22/06/2008 20:47 Trovas e Provas Quem diz que depois da morte Não há saudade na gente Saber quando morrer Que a verdade é diferente. José Albano Que ninguém acuse a sorte Rogando que a prova cesse Na vida quanto na morte Só há o que merece. Silvio Fontoura Vi o sol da primavera Aquecendo a moradia; Mais tarde, se chega a morte Tudo tapera vazia. Pedro Silva Sempre noto com reserva As dores que vêm do herdeiro; Não sei se o choro é de mágoa, Ou de briga por dinheiro. Cornélio Pires Luta, serve e segue acima, Trabalha, constrói e avança, Serviço dissipa as sombras Entre a saudade e a esperança. Sabino Batista Não te deixes mergulhar No fel da melancolia, A tristeza que de hoje É luz para novo dia. Antonio Barros Desgostos que te procurarm Em todo e qualquer tempo São apoios disfarçados Em forma de sofrimento. Augusto Coelho Era um menino inocente, Chamavam-me anjo Tonim, Depois fui ao mundo... E agora Tenho saudades de mim Toninho Bittencourt Dizem que a flor da saudade Foi nascida, aos pés da cruz, Quando Maria, em silêncio, Chorava a dor de Jesus. Auta de Souza Recebi por email enviada por am_poesias 02/05/2008 22:30 enviada por am_poesias 02/05/2008 22:14 Same mistake (tradução) James Blunt Mesmo Erro Então, enquanto me viro nos lençóis E novamente não consigo dormir Saio pela porta e sigo pela rua Olho as estrelas sob meus pés Recordo de justos que tratei mal Então, aqui vou eu Olá, olá Não há nenhum lugar que eu não posso ir Minha mente é enlameada mas Meu coração é pesado, ele mostra Eu perco a trilha que me perde Assim aqui vou eu E assim eu mandei alguns homens à luta, E um voltou no calar da noite, Disse Viu meu inimigo? mencionando parecia comigo Assim eu partí para cortar a mim mesmo E aqui vou eu Não estou pedindo uma segunda chance, Estou gritando com toda a força da minha voz Me dê a razão, mas não me dê a escolha, Porque eu farei apenas o mesmo erro outra vez, E talvez um dia nós nos encontremos E talvez iremos conversar e não apenas falar Não cobrar as causas das promessas Não há nenhuma promessa que eu mantenho, E minha reflexão me incomoda Assim aqui vou eu Não estou pedindo uma segunda chance, Estou gritando com toda a força da minha voz, Me dê a razão, mas não me dê a escolha, Porque eu farei apenas o mesmo erro Não estou pedindo uma segunda chance, Estou gritando com toda a força da minha voz, Me dê a razão, mas não me dê a escolha, Porque eu farei apenas o mesmo erro outra vez oo oooooo ooo ooo oo oooo... (3x) oo oooooo ooo ooo oo oooo.. Assim enquanto eu virar em meus lençóis oo oooooo ooo ooo oo oooo.. E uma vez outra vez, eu não posso dormir oo oooooo ooo ooo oo oooo.. Caminhar, abrir a porta e sobre a rua oo oooooo ooo ooo oo oooo.. Olhar as estrelas oo oooooo ooo ooo oo oooo.. Olhar as estrelas, caindo oo oooooo ooo ooo oo oooo.. E eu quero saber aonde, oo oooooo ooo ooo oo oooo.. Eu errei. enviada por am_poesias Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?) |